Guia prático · Modelo 90 × 180 cm

Carga que chega sem se mover

A bolsa de ar para estiva (dunnage bag) SECAL de 90 × 180 cm preenche o vazio entre sua carga e as paredes do contêiner, aplicando uma pressão lateral constante que evita impactos, deslocamentos e danos durante toda a viagem. Este guia mostra como usá-la corretamente, passo a passo.

40 cmvazio máximo que preenche
~50%menos tempo de fixação que a madeira
Reutilizáveldesinfle, dobre, guarde

1. O problema: um contêiner vibra, freia e balança durante semanas

Entre o porto de embarque e o destino, a carga sofre acelerações, frenagens, curvas e o balanço do navio. Cada centímetro de vazio é espaço para que as mercadorias se movam, se choquem e se danifiquem. A bolsa de ar elimina esse vazio.

Bloqueia o movimento

Inflada sob pressão, atua como uma parede flexível que mantém a carga firme no lugar diante de frenagens, curvas e ondulação.

Absorve impactos

Funciona como uma almofada gigante: quando o transporte sofre um solavanco, é a bolsa que absorve a energia, e não a mercadoria.

Evita o efeito dominó

Impede que uma pilha instável caia e derrube ou esmague o restante da carga.

Um contêiner pode variar 20–30 °C de temperatura interna enquanto o navio atravessa zonas climáticas: a carga se expande, se contrai e o vazio muda de tamanho durante a viagem.

2. Anatomia de uma bolsa SECAL

Válvula de inflação

Na borda, para fácil acesso com as portas abertas. Abre e fecha muitas vezes — a bolsa é reutilizável.

Camada externa de polipropileno tecido

Alta resistência a rasgos e perfurações. Não endurece nem trinca com o movimento constante e resiste à umidade.

Câmara interna de polietileno

A câmara selada que retém o ar. A capa externa a protege, e por isso a bolsa nunca deve ser inflada sem ela.

Costuras seladas

O ponto que suporta a pressão. Não pise nelas, não as dobre sobre arestas cortantes e nunca exceda a pressão de trabalho.

3. Como escolher a bolsa: a fórmula do vazio máximo

A regra que indica se sua bolsa serve para um vão. O maior vazio que uma bolsa pode preencher com segurança é calculado a partir de sua largura — a menor dimensão. Se o vão for mais largo, a bolsa não aplicará a pressão adequada e se soltará durante o trânsito.

Vazio máximo = (largura ÷ 2) − 5 cm

Para a bolsa de 90 × 180: (90 ÷ 2) − 5 = 40 cm. O comprimento de 180 cm define quanta altura de carga ela cobre, não o vazio.

Tamanho Largura Vazio máximo Altura que cobre
60 × 90 cm 60 cm 25 cm Cargas baixas
90 × 120 cm 90 cm 40 cm Cargas médias
90 × 180 cm 90 cm 40 cm Cargas altas
90 × 220 cm 90 cm 40 cm Cargas muito altas ou pesadas

Todas as bolsas de 90 cm de largura têm o mesmo vazio máximo de 40 cm: o que muda com o comprimento (120 → 180 → 220) é a altura de carga que cobrem. Por isso a 90 × 180 é a escolha para vazios longos com carga alta. Confirme a pressão de trabalho e o nível com seu assessor SECAL.

Meça a largura do vazio no ponto mais largo, entre carga e carga ou entre carga e parede — esse número define todo o resto. A bolsa deve cobrir pelo menos dois terços da altura do volume que estabiliza e nunca deve ser mais alta que a carga, senão ela se infla por cima e perde a aderência.

4. Instalação, passo a passo

1. Estive bem justo a partir do fundo

Coloque cada fileira contra a anterior, avançando do fundo do contêiner em direção às portas. Concentre os vazios no centro em vez de espalhá-los.

2. Proteja cantos e arestas cortantes

Se a carga tiver arestas, cintas ou superfícies ásperas, coloque papelão, papelão ondulado ou um anteparo rígido entre a carga e a bolsa. Uma perfuração e a bolsa fica inutilizada. Nenhuma ponta ou aresta cortante deve tocá-la: a face de contato deve ser plana e ampla.

3. Posicione a bolsa vazia

Coloque-a estendida, centralizada no vão, com a válvula voltada para as portas para que você possa inflar e desinflar com comodidade. Não a dobre nem torça a válvula. Leve-a nos braços até o vazio — nunca a arraste pelo piso do contêiner, que arranha e perfura o tecido.

4. Infle com ar comprimido

Acople a pistola de inflação à válvula e infle progressivamente até que a bolsa pressione a carga contra as paredes e fique firme. Fique de lado, nunca na frente da bolsa, e use proteção ocular. Use um inflador com manômetro e nunca exceda a pressão de trabalho impressa na bolsa.

5. Verifique a firmeza e procure vazamentos

Pressione com a palma da mão: uma bolsa bem inflada quase não cede. Ela deve preencher toda a largura e a altura do vazio, sem folgas. Verifique se a válvula veda e se não há chiado de ar escapando.

5. A pressão correta: nem frouxa nem inflada demais

A pressão é onde ocorre a maioria dos erros, e os dois extremos falham. Uma bolsa frouxa deixa a carga se mover; uma inflada demais pode estourar, deformar a mercadoria ou gerar uma força perigosa contra as portas.

1. O teste da palma

Empurre com a palma aberta: ela deve estar firme e ceder no máximo cerca de 1 cm. Se afundar muito, falta ar; se estiver dura como pedra, tem ar demais.

2. O teste dos nós dos dedos

Bata com os nós dos dedos: uma bolsa bem inflada soa como um tambor firme, não oca e frouxa — como uma bola bem cheia.

3. Contato total

Olhe de frente: a bolsa deve tocar toda a face da carga, sem folgas em cima, embaixo ou nas laterais. Folgas significam pressão irregular.

Regra prática: a força da bolsa deve ser igual ou maior que o peso do produto que ela estabiliza. Na dúvida, firme é melhor que frouxa — mas nunca a ponto de deformar a carga ou fazer a bolsa sobressair acima da borda da carga.

6. Faça assim, não assim

Faça assim

  • Bolsa centralizada no vazio, cobrindo a maior parte da altura da carga
  • Contra superfícies planas e amplas, com placa de proteção em qualquer aresta
  • Válvula acessível, voltada para as portas
  • Uma bolsa por vazio
  • Levada nos braços até o vazio

Não assim

  • Bolsa mais alta que a carga: o ar sobe, ela se infla por cima e perde a aderência
  • Em contato com arestas ou cintas sem proteção — a perfuração é certa
  • Duas bolsas juntas ou dobradas: deslizam uma contra a outra e se soltam
  • Entre as portas e a carga: as barras de fechamento a perfuram e ela gera pressão perigosa na abertura
  • Arrastada pelo piso: o piso áspero do contêiner arranha e perfura o tecido

7. Segurança em primeiro lugar

  • Não use no transporte aéreo: a pressão na cabine varia e a bolsa pode murchar ou estourar.
  • Nunca infle demais — ela pode estourar e causar ferimentos.
  • Fique de lado ao inflar, não na frente da bolsa, e use proteção ocular.
  • Nunca a coloque entre as portas e a carga.
  • Abra com cuidado no destino: pode ter se acumulado pressão.
  • Desinfle pela válvula — nunca a fure com uma faca.
  • Inspecione as bolsas reutilizadas: um furo mínimo ou uma costura fraca é pior que não usar nada.

8. Perguntas frequentes

Quantas bolsas eu preciso por contêiner?

Depende de quantos vazios você tem e do tamanho deles. A regra é um vazio, uma bolsa do tamanho certo. Concentre os vãos no centro ao estivar, para reduzir o número de bolsas e aumentar a aderência.

Elas são reutilizáveis?

Sim. A válvula abre e fecha muitas vezes. No destino, desinfle pela válvula, dobre a bolsa estendida e guarde-a em local seco. Inspecione se há perfurações ou costuras enfraquecidas antes de reutilizá-la.

De que equipamento eu preciso?

Uma fonte de ar comprimido — um compressor de doca — e uma pistola de inflação compatível com a válvula, de preferência com manômetro. A SECAL pode fornecer o inflador junto com seu pedido.

Elas substituem as cintas?

Nem sempre; elas as complementam. A cinta mantém unida cada unidade de carga, e a bolsa de ar elimina o vazio entre as unidades. Juntas, garantem integridade no nível do volume e estabilidade no nível do contêiner.

Como sei se o vazio é largo demais para a 90 × 180?

Use a fórmula: vazio máximo = (largura ÷ 2) − 5. Para esta bolsa a largura é de 90 cm, então o vão não deve passar de 40 cm. Se for maior, não force a bolsa — reduza o vão com material de preenchimento ou divida a carga em vazios menores.

Vazios longos, carga alta?

Ajudamos você a calcular a quantidade exata e o nível de resistência para sua rota e sua mercadoria.

Este guia é uma referência. Confirme produto, dosagem e posicionamento com seu assessor SECAL de acordo com sua carga e sua rota. Guias técnicos SECAL · PROTEXPO S.A.C. / SECAL, Lima, Peru.

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